Neste último dia de redacção as coisas foram agitadamente tranquilas. Para começar bem o dia, o autocarro atrasou-se, tive que ir de táxi para a redacção e ao chegar partir logo para o serviço marcado. Entre troca de carros, esqueci-me do meu chapéu de chuva. Despistada, não dei conta que agarrei no bloco de apontamentos para qualquer coisa e larguei o chapéu. Mal o menos, cheguei vinte minutos antes da hora ao serviço. Pelo menos nisso fui mais que pontual.
Pela hora do almoço tive de tratar de uns últimos assuntos pessoais relacionados com a residência onde vivi nestes três meses. Regressei assim que pude à redacção e começou a labuta final, mais intensa e significativa destes últimos tempos.
Foi-me dado um artigo de 1800 caracteres para fazer sobre o serviço da manhã. Para acrescentar, em forma assim de benesse inesperada, foi-me dado a fazer uma página de breves, a incluir no Local/Porto. Tive que analisar notícias recebidas de agências de comunicação, seleccionar o mais relevante e encaixar no espacinho denominado de breve.
Por incrível que pareça, foi um bom exercício, onde me foi colocado à prova o poder de análise da informação relevante, a colocar em 650 caracteres, num universo de 1500, por ai.
De resto, passadas já longas horas depois do meu regresso à tarde, decidi arrumar as minhas tralhas. De lá, muito mais que papelada do trabalho diário, jornais e material que adquiri ao ir em serviço, trago uma escola de referência, exercícios que me melhoraram um pouco como aspirante a jornalista. Ao despedir-me da redacção, das últimas pessoas que estavam a fechar a edição, nenhuma lágrima foi vertida. O momento não exigia tanto, mas a catadupa de recordações mastigam-me por dentro. Ainda não caí em mim, mas já sinto aquele vazio, que no início era entusiasmo. Agora, mais que aprendizagens que fiz, levo para casa três meses marcantes. Meus, de todos os que me acompanharam e do PÚBLICO, que tão bem me acolheu.
Amanhã terei na edição impresa o trabalho de hoje. Um artigo no Local/Porto e as ditas breves, na mesma editoria.
“Eu caminho vivo no meu sonho estrelado” – Hugo , Victor
Força. Apoio meu, tens.