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Dou por encerrado este blogue, bem como o caminho trilhado pelo vínculo curricular com o jornal Público.

Passados três meses após a conclusão do estágio, defendi o relatório final. Foi uma defesa emotiva, característica atribuída à minha pessoa bem como a este relatório que aqui deixo.

É um relato cheio de emoções, que foge a muito preceito académico. Pequei nesse aspecto, de ser literária em vez de objectiva. Contraditório até na prática como jornalista. Mas quem me conhece sabe, que no fundo no fundo, sou uma eterna apaixonada pela área. Não concebo prática sem teoria e vice-versa. Este estágio foi uma oportunidade. Boa, mas que fica por aqui. Vale por si só, no seu tempo. Ponto final.

Aviso desde já que é uma leitura diferente do habitual. Muitos certamente acharão estranho a minha maneira de análise ao estágio. Decidi ser ousada, pegar nos post’s deste blogue e articular com a fundamentação teórica e outras análises posteriores.

Fica depois a avaliação feita ao critério pessoal de cada um. Boas leituras!

Seguem também em anexo os artigos elaborados durante o estágio.

Está marcada para esta Sexta-feira, pelas 14h, na Escola Superior de Educação de Coimbra, a defesa do meu relatório de estágio no jornal Público.

Foram três meses intensivos, de aprendizagens constantes e de ganhos muito superiores ao simples estágio curricular. Ficaram contactos, amizades e a certeza de querer continuar o sonho de seguir e estudar jornalismo.

Posteriormente colocarei o relatório à disposição.

Um abraço

Numa conversa via twitter neste preciso momento, algo importante me foi lembrado.

Tudo começou pela conversa sobre o “i”, nova publicação a sair amanhã e que vai trazer alguns novos projectos informativos. A nova aposta, o “iRepórter”, suscitou-me curiosidade e deixou um bocadinho do pano levantado, no que poderia ser uma perspectiva de colaboração. Pensei um pouco precipitada. No twitter, as conversas são virais e o que foi um simples tweet passou a discussão. Ainda bem que assim foi, já que fui esclarecida por quem de direito, o experiente jornalista Paulo Querido.

Sei que muitos estudantes de comunicação e jornalismo lêem este blogue. Deixo aqui uns conselhos preciosos, que poderão ajudar daqui a uns tempos, e que me foram ditos para ver se “abro os olhos” para este mundo “não tão fácil” que pode ser o jornalismo.

Clicar na imagem ver melhor. A ler, de baixo para cima.

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Depois surgiram mais outros conselhos e opiniões, a continuar do Paulo Querido e depois do Pedro Jerónimo.

@vanessaquiterio jogarem o jogo das empresas de média é derrota assegurada. Façam o vosso jogo. Se um jornal vos quer, que vos pague.

@vanessaquiterio não sintas isso. Não é objectivo. Os jovens devem VIRAR-SE. Procurem novos formatos. Novas retribuições.

RT @PauloQuerido @vanessaquiterio jogarem o jogo das empresas de média é derrota assegurada. Façam o vosso jogo. Se 1 jornal vos quer q pague

@PauloQuerido @vanessaquiterio Se os jovens jornalistas continuarem a aceitar o custo 0, as empresas convencem-se q + estarão dispostos

@PauloQuerido @vanessaquiterio …e assim a realidade precária continuará. Ambos (empresas e jovens) têm necessidades. Procure-se equilíbrio

E terminou. Oficialmente já não tenho nenhum artigo pendente no PÚBLICO. Saiu ontem o último registo em meu nome e fruto do trabalho desenvolvido nos três meses de estágio.

Agora tenho um mês para redigir o relatório final. Agrupar as conclusões deste estágio curricular e apresentar na defesa desse relatório o progresso feito ao longo da formação académica em Comunicação Social. Por isso peço a quem acompanhou e acompanha este blogue, que me envie opiniões, sugestões, diga de sua justiça e faça uma apreciação daquilo que foi lendo. O que acharam mal, o que podia ter sido melhorado… tudo.

É importante para mim receber feedback de quem viveu, do lado de fora, estes três meses de experiência na área.
Por isso apelo ao vosso bom senso e opinião. Obrigada.

Na edição de hoje, segunda-feira, 4 de Maio, saiu finalmente o artigo sobre os registos do espólio do ensaísta Eduardo Prado Coelho, ex-cronista do PÚBLICO até morrer, há quase dois anos.

Este artigo não se perdeu no tempo, fi-lo no início do meu estágio. Os registos vão estar acessíveis praticamente daqui a dois meses, em Julho. Todo este trabalho está ser processado pela Biblioteca do Município de Vila Nova de Famalicão. O escritor doou todo o seu espólio e, a partir de Julho, todos os registos poderão ser consultados via Internet.

pradocoelho-espolio

No passado sábado, na revista Fugas, “O carro de” foi também da minha autoria.
Desta vez tive o prazer de entrevistar a actriz e modelo Andreia Dinis. Aqui fica o texto:

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No online

Música

Sétima edição do festival internacional de música progressiva agita Gouveia até domingo

01.05.2009 – 09h26 :, Vanessa Quitério

Três dias, doze concertos e uma sétima edição alargada. São estes os números fortes do Gouveia Art Rock, festival internacional de música progressiva, que tem lugar a partir de hoje no Teatro-Cine de Gouveia.

Pela primeira vez a organização do Gouveia Art Rock (GAR) vai aproveitar o feriado de 1º Maio e dedicar três dias às abordagens variadas deste estilo musical que tem ganho centenas de novos entusiastas a cada nova edição. Na opinião de Eduardo Mota, membro da organização do festival, existem duas razões principais para as mudanças deste ano: “Já era nossa ideia estender o festival por mais dias. É uma experiência, por isso vamos ver como funciona. Da mesma maneira queremos testar a participação do público, que vem de diversos pontos do globo. Cinquenta por cento dos visitantes são estrangeiros e os restantes são entusiastas nacionais”, esclarece.

O evento, que decorre até domingo, apresenta no cartaz deste ano a estreia de duas bandas japonesas do estilo ‘progressivo de vanguarda’ e a estreia nacional dos italianos PFM- premiata forneria marconi.

“O Gouveia Art Rock apresenta-se desde 2002 como um festival importante no panorama do progressivo em Portugal e no mundo” refere Eduardo Mota, assinalando as inúmeras vantagens da realização do evento na cidade de Gouveia: “O principal hotel da cidade já está esgotado e outros serviços de hotelaria receberam já inúmeros pedidos, havendo um impacto significativo na economia local”.

Nesta sétima edição marcam hoje presença os October Equus (Espanha), Gatto Marte (Itália) e os lendários Focus (Holanda). Amanhã actuam os KBB, formação japonesa do progressivo emergente dos anos 90, Gordon Giltrao (Inglaterra), Volapük (França) os Califórnia Guitar Trio, presentes na edição de 2005 do GAR e Tony Levin, músico e compositor que faz parte dos King Crimson e da banda de Peter Gabriel. No domingo sobem ao palco do Teatro-Cine os Koenji Hyakkei (Japão), o australiano Daevid Allen (antigo membro dos Soft Machine e dos Gong) com seu projecto de experimentalismo e ousadia Univerity of Errors e os italianos PFM.

Paralelamente aos concertos realiza-se uma feira do disco, um “workshop” de guitarra com o britânico Gordon Giltrap no auditório da Biblioteca Vergílio Ferreira e o lançamento de um livro, seguido de debate, dedicado a Lars Hollmer, compositor sueco e marca incontornável do ‘progressivo mundial’. “Dedicamos a edição deste ano a Lars Hollmer porque ele era um homem de causas e músico carismático do progressivo”, afirma o organizador do evento. O mesmo adianta que no domingo também vai ser projectado um documentário sobre o último concerto do músico sueco em Gouveia, no ano de 2005.

Na versão impressa do PÚBLICO, mais precisamente no Local/Porto, tenho na edição de hoje um artigo e uma página de breves. Na noite de ontem, a última noite de fecho como jornalista estagiária deste diário nacional, tive trabalho para a despedida.

De manhã fui a uma conferência de imprensa do Partido Comunista Português do Porto, que denunciou casos de ilegalidades em empresas no distrito do Porto e que estão a agravar a realidade económico-social das famílias desta região do país.

A tarde, o meu editor deu-me a fazer uma página de breves de local, num exercício que gostei de fazer. Pura edição e selecção de informação pertinente.

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Último dia

Neste último dia de redacção as coisas foram agitadamente tranquilas. Para começar bem o dia, o autocarro atrasou-se, tive que ir de táxi para a redacção e ao chegar partir logo para o serviço marcado. Entre troca de carros, esqueci-me do meu chapéu de chuva. Despistada, não dei conta que agarrei no bloco de apontamentos para qualquer coisa e larguei o chapéu. Mal o menos, cheguei vinte minutos antes da hora ao serviço. Pelo menos nisso fui mais que pontual.

Pela hora do almoço tive de tratar de uns últimos assuntos pessoais relacionados com a residência onde vivi nestes três meses. Regressei assim que pude à redacção e começou a labuta final, mais intensa e significativa destes últimos tempos.

Foi-me dado um artigo de 1800 caracteres para fazer sobre o serviço da manhã. Para acrescentar, em forma assim de benesse inesperada, foi-me dado a fazer uma página de breves, a incluir no Local/Porto. Tive que analisar notícias recebidas de agências de comunicação, seleccionar o mais relevante e encaixar no espacinho denominado de breve.

Por incrível que pareça, foi um bom exercício, onde me foi colocado à prova o poder de análise da informação relevante, a colocar em 650 caracteres, num universo de 1500, por ai.

De resto, passadas já longas horas depois do meu regresso à tarde, decidi arrumar as minhas tralhas. De lá, muito mais que papelada do trabalho diário, jornais e material que adquiri ao ir em serviço, trago uma escola de referência, exercícios que me melhoraram um pouco como aspirante a jornalista. Ao despedir-me da redacção, das últimas pessoas que estavam a fechar a edição, nenhuma lágrima foi vertida. O momento não exigia tanto, mas a catadupa de recordações mastigam-me por dentro. Ainda não caí em mim, mas já sinto aquele vazio, que no início era entusiasmo. Agora, mais que aprendizagens que fiz, levo para casa três meses marcantes. Meus, de todos os que me acompanharam e do PÚBLICO, que tão bem me acolheu.

Amanhã terei na edição impresa o trabalho de hoje. Um artigo no Local/Porto e as ditas breves, na mesma editoria.

E chegamos ao último dia do estágio no P. Pelas 11h tenho o meu último serviço como jornalista do Local/Porto, secção na e para a qual trabalhei mais nestes três meses.

É o último dia de redacção. Em que me vou sentar naquela secretária, espaço “sagrado” desta minha prática como jornalista estagiária. Depois deste derradeiro dia as coisas vão ser bem diferentes. Não vai haver mais idas em trabalho, não vai haver mais manhãs madrugadores em que na secção só encontrava a senhora da limpeza.

A 75 visitas para chegar às 12.000, o PAREM AS MÁQUINAS torna-se ainda mais especial. Foi folha de rascunho de muito trabalho, de muita ideia, de muita frustração. Mais que agora ganha significado, já que vai ser o meu guia para elaborar o relatório final.

A todos os que me acompanharam agradeço. Mais logo teço as considerações finais. Neste último dia ainda tenho um trabalho para fazer e esse, vai ser o mais significativo de todos.

Até logo!

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